sábado, 23 de novembro de 2013

IMAX

Finalmente cedi a mim mesma o luxo de ir ver um filme no IMAX, claro que não podia ser um filme qualquer porque afinal o bilhete não é nada barato! 10 euros para ver um filme, sem incluir pipocas, é um roubo! Fui ver o The Hunger Games: Em Chamas, e por acaso gostei bastante. Depois, para mim nem me faz muita diferença porque eu vou até onde o metro chegar, mas só há um ecrã IMAX no Colombo em Lisboa, o que é injusto para quem vive fora dos arredores da capital.

E afinal o que é IMAX?
A tecnologia IMAX caracteriza-se especialmente pela sua melhorada qualidade de imagem e som. A sala de cinema é especialmente concebida para melhorar a experiência do espectador, desde a disposição dos lugares até ao ecrã, maior que os normais, que é curvo e ocupa toda a parece do fundo da sala, desde o chão ao tecto ultrapassado assim o campo de visão de quem está a ver o filme para que este se sinta mais envolvido pela imagem. Os filmes são gravados com uma nova tecnologia de câmaras que melhora bastante o brilho e a qualidade da imagem. O som é espalhado por toda a sala e tem ao seu dispor um leque de sons mais diversificados.


E a pergunta mantêm-se, será que vale a pena ver um filme em IMAX?
Em primeiro lugar é de realçar que só os melhores filmes é que são gravados com a tecnologia IMAX, portanto o filme, em principio não irá desiludir. Quanto ao resto, tenho de confessar que no inicio do filme me fez um pouco de impressão ter um ecrã tão grande, mas no fundo é esse objectivo, sentimos muito mais o filme, vemos as coisas como as personagens as vêem e sem puder estar a olhar para tudo ao mesmo tempo. 
Em termos de som nota-se a diferença. Infelizmente não fui ver um filme com uma banda sonora especialmente apelativa, mas para a próxima vou ter mais atenção a isso, já que pretendo ir ver O Hobbit: A Desolação de Smaug ao IMAX, e espero que a banda sonora me volte a surpreender. 
Por agora, a experiência é para repetir, agora só espero que o preço do bilhete baixe um pouco...

Deixem-me com as vossas opiniões, e bons filmes!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Será? #3

As batalhas épicas estão de volta na rubrica Será?. E a pergunta deste mês é:

Será que os clássicos ainda vencem guerras com ‘os livros do momento’?

Clássicos vs Best-sellers


Esta batalha surgiu-me quando estava a ler uma crónica da Inês Pedrosa que falava exactamente da falta de qualidade dos livros publicados pelas editoras e da dificuldade de se encontrar um dos clássicos numa livraria normal, portanto, decidi discutir também um pouco sobre este assunto que me deixa um tanto revoltada.
Hoje em dia é raro encontrar numa livraria livros publicados há dez anos, por isso imaginem aqueles que foram publicados há cem, ou há mil… Contudo ainda há quem prefira as histórias antigas, antigas por terem sido escritas há muito
tempo, e não por já não se poderem encaixar na sociedade actual, porque muitas delas são intemporais.
Porém, o que os leitores não sabem é que são constantemente influenciados naquilo que lêem. Quando chega o momento de escolher um livro para ler, quando estamos, por exemplo, numa livraria, temos tendência a escolher aquilo que nos é familiar, aquele livro que dá o anúncio na TV ou aquele autor que só escreve best-sellers, ou autobiografia da atriz que teve cancro e que agora anda por ai a fazer obras de caridade só para ficar bem na fotografia. Não quero com isto, dizer que estes livros não prestam, pelo menos no geral, porque há alguns que até mete impressão ler, porque é a mesma história repetida vezes sem conta…
Quanto aos clássicos, são mais difíceis de encontrar que o Harry Potter debaixo do seu Manto da Invisibilidade (desculpem-me a comparação). Porquê? Ai está a pergunta! Os editores preferem publicar as novidades, o que vem de fora, o que está nos Tops de vendas de todo o mundo. E quando se fala novas edições dos livros que percorreram gerações, dos livros que foram lidos no tempo dos nossos avós, e dos nossos pais depois deles… nada. E não são só os editores que têm de ser repreendidos, são também os leitores que têm medo de arriscar. Como é que é possível, alguém ter medo de que um clássico escrito por um velho qualquer, que já foi desta para melhor há muito tempo, se torne no seu livro favorito? Eu não tenho, e acho que ninguém deveria ter.

Os clássicos podem não ganhar a batalha dos ‘livros mais vendidos’, mas ganham a guerra, porque qualquer pessoa que leia um clássico, não o guarda só na estante, guarda-o no coração.

Boas leituras!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ender's Game

O Jogo Final

Num futuro próximo, uma raça alienígena hostil (chamada Formics) atacou a Terra. Tudo estaria perdido se não fosse o heroísmo lendário do Comandante da Frota Internacional, Mazer Rackham. Como preparação para o próximo ataque, o altamente respeitado Coronel Graff e os militares da Frota decidem treinar os jovens mais promissores com o objetivo de encontrar o próximo Mazer.
Ender Wiggin, um rapaz tímido, mas brilhante em estratégia militar, é selecionado para se juntar a este grupo de elite. Ao chegar a Battle School, Ender rápida e facilmente aprende a controlar as técnicas de guerra, distinguindo-se e ganhando o respeito dos colegas. Ender é de imediato eleito por Graff como a próxima grande esperança dos militares, o que resulta na sua promoção para a Escola de Comando. Uma vez lá, ele é treinado pelo próprio Mazer Rackham, para conduzir os soldados numa batalha épica que irá determinar o futuro da Terra e salvar a raça humana.


Bem, hoje estive na estreia de O Jogo Final e ainda não foi deste que tive oportunidade de ir ver um filme em IMax, mas olhem que me custou um pouco ir ao Colombo ver o filme que estava na sala IMax numa sala normal... Mas já não falta muito para a estreia de The Hunger Games: Em Chamas, em que eu também vou estar na estreia.
Quanto ao Ender's Game, é a completamente tudo o que se pode esperar de um bom filme de ficção cientifica. Os efeitos especiais estão incríveis a história tem uma certa complexidade, já que o filme é baseado no livro de Orson Scott Card com o mesmo nome, depois, e eu gosto sempre de comentar essa parte, tem uma banda sonora bastante boa. Fui acompanhada de alguns amigos e não fui a única que reparou que alguns temas tinha muitas semelhanças com o soundtrack de Game of Thrones, apesar de o compositor não ser o mesmo...
Voltando ao história, é o típico Sy-Fy passado num futuro pós batalha, em que o futuro do planeta é colocado nas mãos do vulgar rapaz magricela... Contudo houve algo que me tocou no fim, algo que por vezes falta aos filme de ficção cientifica, aquela ligação com que se fica ao personagem principal, aquele afecto. Acho que é isso que prende quem está a ver o filme, e que vai provavelmente fazer essa pessoa querer saber mais da história, a continuação, o próximo filme, ler os livros... é ai que está a genialidade do cinema.
Este filme tem um senão, não é indicado para alguém que não goste muito do género... Mas para quem goste, de certeza que vai ser um grande filme!

Aproveitem e vão ao Colombo este fim de semana para ver em IMax, ou a outro cinema para ver simplesmente em 2D ou 3D, vale a pena! Bons filmes!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Happy Halloween!

Aposto que sabem que dia é amanhã!!!
31 de Outubro... O dia mais assustador do ano, mais até que uma sexta-feira 13, ou talvez não. Por mim vai ser uma porcaria, e a principal razão: greve do metro! Acho que me vou vestir de zombie e assim ninguém se vai aproximar de mim no autocarro e não vou espalmada! Viva às pessoas que vão espalmadas nos autocarros da Carris!


Se decidirem ir ao cinema, aproveitem para ver o Carrie, um filme de terror baseado no primeiro romance do autor mais prestigiado do género, Stephen King! Acreditem, eu li duas página e fugi do livro com medo!
Feliz dia das bruxas! Bons filmes, boas leituras e bons sustos!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Será? #2

Este mês o Tales Without Name apresenta a segunda rubrica Será?!
Neste mês de Outubro...

Dan Brown vs José Rodrigues dos Santos

Será que o português superou o conceituado escritor americano?

Ai está a questão! Questão essa que coloquei ao ler, na contracapa do livro O Último Segredo: "Melhor do que Dan Brown", uma critica vinda directamente da Holanda no Tros Nieuwsshow.

Estes dois autores têm desde logo algumas coisas em comum, para além do facto de ambos terem a mesma idade (nascidos em 1964). Ambos os autores criaram um personagem que têm uma colecção de livros onde é o protagonista. Tomás Noronha, é um professor da Universidade nova de Lisboa nos livros de José Rodrigues dos Santos, enquanto nos de Dan Brown brilha o simbolista, que dá aulas em Harvard, Robert Langdon.
Agora vem em termos de história, pelo menos nos livros das colecção de Noronha e Langdon, o desenvolvimento dado à história é bastante parecido. Ambos os autores fazem questão de desafiar verdades, têm um protagonista que tenta desvendar um mistério já enterrado e depois descobre verdades que o mundo tentou esconder, e há um inimigo, alguém do lado do mal, e essa pessoa é sempre a mais inesperada. Na minha opinião depois de ler um livro e perceber o esquema da história é fácil ver como é que vai acabar, e isso aconteceu-me ao ler o segundo livro do Rodrigues dos Santos, e o mesmo acontece nos livros do Dan Brown.
Há quem diga que o autor português copiou o americano, e depois há alguns que esquecem a cópia e avaliam a escrita, e muitos deles dando o destaque ao jornalista da RTP. Eu pessoalmente estou a preferir Dan Brown, apesar de ter adorado os livros do Rodrigues dos Santos, principalmente O Codex 632 porque sou apaixonada pelos Descobrimentos, contudo os do Dan Brown têm muito mais adrenalina e acção  e isso acaba por fazer a diferença na hora de escolher.
Quanto ao facto, ou melhor, à coincidência de que ambas as colecções dos autores têm quatro livros, não passam sem dúvida de é só um acaso. E apesar de os dois escritores falarem bastante de assuntos da religião se virmos bem é onde estão os maiores enigmas e segredos, segredos que dão bons livros.

Os mais recentes títulos dos autores são:
José Rodrigues dos Santos - O Homem de Constantinopla
Dan Brown - Inferno (Robert Langdon #4)

Deixem-me as vossas opiniões! 
Dan Brown vs José Rodrigues dos Santos
Quem ganha? Qual é o vosso favorito? Acham que os livros deles são realmente parecidos?
Boas leituras para todos! E até à próxima rubrica Será?