segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O Lobo de Wall Street

A história verídica do corretor da bolsa nova-iorquino Jordan Belfort. Do sonho americano à ganância empresarial. Belfort passa de ações de pouco valor e dos ideais de justiça para as OPV e uma vida de corrupção, no final dos anos 80. O sucesso excessivo e a sua gigantesca fortuna aos vinte e poucos anos, enquanto fundador da corretora Stratton Oakmont, deram a Belfort o título "O Lobo de Wall Street".




O filme que deu a Leonardo DiCaprio o Golden Globe de Melhor Actor num filme de Comédia/Musical, está já na corrida aos Oscars que se realizaram no próximo domingo, dia 2 de Março. Para além de DiCaprio voltar a ser nomeado para o prémio de Melhor Actor, The Wolf of Wall Street encontrasse entre um dos possíveis vencedores do Oscar para Melhor Filme. Também Martin Scorsese (Melhor Realizador) e Jonhan Hill (Melhor Actor Secundário) estão nomeados.

Um filme que tem vindo a ser descrito por todos os que o viram como 'sexo e drogas', no fundo, a descrição perfeito do cenário de Wall Street. É de louvar mais uma vez o excelente desempenho de Leonardo DiCaprio como actor principal, e de reconhecer que este mereceu todos os prémios com que foi galardoado. 
São 3 horas de filme, com um pequeno intervalo pelo meio, mas que se passam bastante bem. De secante este filme não tem nada, apesar das várias horas em que vivemos no mundo de um milionário corrupto que se droga constantemente, temos uma pequena percepção do mundo do dinheiro e da constante pressão vivida por aqueles que o gerem...
Atenção, respeitem a indicação de que o filme é para maiores de 16 anos...

Bons filmes, e uma boa semana!

sábado, 14 de dezembro de 2013

O Hobbit

A Desolação de Smaug

A aventura de Bilbo Baggins, enquanto este viaja com o feiticeiro Gandalf e treze anões, liderados por Thorin Escudo-de-Carvalho, numa épica demanda para retomar a Montanha Solitária e o reino perdido dos anões de Erebor. Tendo sobrevivido ao início da sua inesperada viagem, a Companhia prossegue para Oriente, encontrando ao longo do caminho Beorn - capaz de mudar de pele - e um bando de aranhas gigantes, na traiçoeira Floresta Tenebrosa. Depois de escaparem aos perigosos Elfos da Floresta, os anões prosseguem para a Cidade do Lago e, finalmente, para a Montanha Solitária, onde terão de enfrentar o maior de todos os perigos, a mais aterrorizadora de todas as criaturas, que porá à prova não só a dimensão da sua coragem, como também os limites da sua amizade e o significado da própria viagem - o Dragão Smaug.


E passado um ano desde o primeiro filme, chega aos cinema a segunda parte de O Hobbit. Baseado no esplendoroso livro de J. R. R. Tolkien, e realizado no cinema por Peter Jackson é já considerada uma das melhores adaptações cinematográficas de sempre!
Para ver um filme um filme assim vale a pena ir ao cinema, vale a pena o 3D e vale a pena gastar uma fortuna para ver em IMAX! Infelizmente, com muita pena minha, não tive a oportunidade de ver este filme no IMAX... Mas se puderem, aproveitem!
Uma das coisa que mais aprecio quando estou a ver um filme, e que a maioria das pessoas ignora, é a banda sonora. E a banda sonora deste filme é tão boa, mas mesmo tão boa, que até dá vontade de chorar! Aliás, todo este filme dá vontade de chorar! Principalmente a quem leu o livro...
As pessoas reclamam quando os filmes estão uma porcaria em relação aos livros, depois habituam-se... E depois, vão ver O Hobbit... E depois pensam: 'Por favor consciência,não me deixes queimar o livro, nem a minha vida'. E depois há o facto de o realizador ser um granda boss (não há outra maneira de o dizer) mas já não lhe bastava ser O realizador, ainda tinha de ser a primeira pessoa a entrar no filme! Se forem ver prestem atenção, é um bêbedo despenteado!
Este filme está mesmo espectacular, tá lindo! Nem sei que mais é que posso dizer... 
Aproveitem o fim de semana, e desperdicem três horas de vida a ganhar um pouco de cultura e a ver um filme que vai ficar na história.

domingo, 24 de novembro de 2013

The Hunger Games: Em Chamas

Voltamos a Panem para o segundo filme de The Hunger Games. Katniss Everdeen e Peeta Mellark, vencedores da 74ª edição dos Jogos da Fome, partem numa viagem pelos 12 distritos e descobrem que há alguma coisa a acontecer, o poder do Capitólio está a ser desafiado e Katniss é a esperança que esta revolta precisava. Mas a sorte não está do seu lado e a sua vida vai voltar a dar uma volta. A Rapariga em Chamas tem de se lembrar quem é o verdadeiro inimigo.


The Hunger Games: Em Chamas foi eleito pelos fãs da MTV como o filme mais aguardado do ano, a continuação de Os Jogos da Fome está a esgotar as maiores salas de cinema e enlouquecer fãs em todo o mundo. E quando digo enlouquecer, não estou a brincar! Estive na pré-estreia do filme em IMAX no Colombo, a sala esgotou, e ao meu lado estava um grupo do qual fazia parte uma rapariga (com uns 13 ou 14 anos) que passou o filme inteiro a chorar e dar gritinhos histéricos. Peço desculpa às pessoas que me ouviram a rir daquelas figuras... 
Primeiro, como não podia deixar passar, vou falar um pouco do novo ecrã IMAX. Para começar tenho a dizer que conheço muita gente que se sente injustiça-da porque há um IMAX no Colombo em Lisboa, e no Norte não há nada disso, muito menos no Algarve onde mal se encontra uma sala de cinema com a mínima qualidade. Bem, começando a falar do assunto pretendido, o IMAX... é lindo. Vejam o que achei desta experiência aqui. Sim, já tinha falado do assunto antes...
Filme, vou finalmente falar de ti! Não chegas nem a meio da emoção do livro, mas vou dar um desconto e dizer que está muito bom, e que superou as minhas expectativas! Apesar de estar deprimida por não terem posto no filme a minha parte favorita (SPOILER: o Haymitch quando ganhou os jogos ao descobrir que a arena 'tinha um fim').
Como sempre, tenho de dizer algo sobre a banda sonora, porque acho que é uma das coisas mais importantes num filme... não gostei. Eu compreendo que não é o tipo de filme que precise de uma grande banda sonora, mas vá lá! 
E visto que sou uma estudante de Artes, inclusive de cinema, há que criticar a realização... Há bastantes partes no filme que acho que a filmagem tornou confusas, talvez tenha sido o IMAX, ou talvez aqueles tremeliques na câmara tenham sido da minha cabeça, mas...
Agora, actores e personagens.. Adorei a Jena Malone como Johanna Mason, que papel, que personagem! Acho que fez toda a gente rir um pouco no cinema. Há que distinguir mais uma vez o desempenho da mais recente vencedora do Oscar de Melhor Atriz, Jennifer Lawrence, volta a surpreender com um desempenho excelente ao interpretar Katniss Everdeen, tão bom que até nos faz esquecer como é a Katniss de Suzanne Collins com uns tenros 16 anos! Outro é o Sam Claflin, que interpreta Finnick Odair, no inicio houveram muitas pessoas as rebaixar o ator, dizendo que ele nunca iria ser um Finnick perfeito, mas quanto mais se aproximava a estreia do filme mais os fãs gostavam dele e começavam a elogiar o seu trabalho e agora nunca ninguém conseguiria imaginar o misterioso rapaz do Distrito 4 de outra forma.
Contudo, não vou a uma ante estreia tão cedo. Há pessoas que não sabem, mas uma sala de cinema é lugar quase sagrado, a única coisa permitida é atirar pipocas às pessoas que estão a perturbar o filme! Mas como eu não queria gastar as minhas pipocas todas, fiquei quietinha. Tive o azar de escolher um dos melhores lugares da sala, mas mesmo ao meu lado tinha uma rapariga que chorava de cinco em cinco minutos, e que dava gritinhos, e depois os amigos diziam para ela se calar, e depois do outro lado tinha um senhor um pouco chateado por causa da rapariga estar a perturbar, portanto passou o filme a reclamar. Depois, lá por ter acontecido algo no filme em que as pessoas bateram palmas não significa que façam isso no cinema! Por favor, é o mesmo que estar a ver um concerto de música clássica (onde a maioria das pessoas não percebe nada do assunto) e quando há um silencio começa tudo a bater palmas e não era suposto (silencio não significa fim, nem aplausos), mete cá uma raiva... Enfim, sempre deu para rir um bocado, mas fica aqui a dica: portem-se bem no cinema.

Bem, o Em Chamas estreia já esta quinta, dia 28 de Novembro!
Bons filmes! E cuidado com os fanáticos...

sábado, 23 de novembro de 2013

IMAX

Finalmente cedi a mim mesma o luxo de ir ver um filme no IMAX, claro que não podia ser um filme qualquer porque afinal o bilhete não é nada barato! 10 euros para ver um filme, sem incluir pipocas, é um roubo! Fui ver o The Hunger Games: Em Chamas, e por acaso gostei bastante. Depois, para mim nem me faz muita diferença porque eu vou até onde o metro chegar, mas só há um ecrã IMAX no Colombo em Lisboa, o que é injusto para quem vive fora dos arredores da capital.

E afinal o que é IMAX?
A tecnologia IMAX caracteriza-se especialmente pela sua melhorada qualidade de imagem e som. A sala de cinema é especialmente concebida para melhorar a experiência do espectador, desde a disposição dos lugares até ao ecrã, maior que os normais, que é curvo e ocupa toda a parece do fundo da sala, desde o chão ao tecto ultrapassado assim o campo de visão de quem está a ver o filme para que este se sinta mais envolvido pela imagem. Os filmes são gravados com uma nova tecnologia de câmaras que melhora bastante o brilho e a qualidade da imagem. O som é espalhado por toda a sala e tem ao seu dispor um leque de sons mais diversificados.


E a pergunta mantêm-se, será que vale a pena ver um filme em IMAX?
Em primeiro lugar é de realçar que só os melhores filmes é que são gravados com a tecnologia IMAX, portanto o filme, em principio não irá desiludir. Quanto ao resto, tenho de confessar que no inicio do filme me fez um pouco de impressão ter um ecrã tão grande, mas no fundo é esse objectivo, sentimos muito mais o filme, vemos as coisas como as personagens as vêem e sem puder estar a olhar para tudo ao mesmo tempo. 
Em termos de som nota-se a diferença. Infelizmente não fui ver um filme com uma banda sonora especialmente apelativa, mas para a próxima vou ter mais atenção a isso, já que pretendo ir ver O Hobbit: A Desolação de Smaug ao IMAX, e espero que a banda sonora me volte a surpreender. 
Por agora, a experiência é para repetir, agora só espero que o preço do bilhete baixe um pouco...

Deixem-me com as vossas opiniões, e bons filmes!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Será? #3

As batalhas épicas estão de volta na rubrica Será?. E a pergunta deste mês é:

Será que os clássicos ainda vencem guerras com ‘os livros do momento’?

Clássicos vs Best-sellers


Esta batalha surgiu-me quando estava a ler uma crónica da Inês Pedrosa que falava exactamente da falta de qualidade dos livros publicados pelas editoras e da dificuldade de se encontrar um dos clássicos numa livraria normal, portanto, decidi discutir também um pouco sobre este assunto que me deixa um tanto revoltada.
Hoje em dia é raro encontrar numa livraria livros publicados há dez anos, por isso imaginem aqueles que foram publicados há cem, ou há mil… Contudo ainda há quem prefira as histórias antigas, antigas por terem sido escritas há muito
tempo, e não por já não se poderem encaixar na sociedade actual, porque muitas delas são intemporais.
Porém, o que os leitores não sabem é que são constantemente influenciados naquilo que lêem. Quando chega o momento de escolher um livro para ler, quando estamos, por exemplo, numa livraria, temos tendência a escolher aquilo que nos é familiar, aquele livro que dá o anúncio na TV ou aquele autor que só escreve best-sellers, ou autobiografia da atriz que teve cancro e que agora anda por ai a fazer obras de caridade só para ficar bem na fotografia. Não quero com isto, dizer que estes livros não prestam, pelo menos no geral, porque há alguns que até mete impressão ler, porque é a mesma história repetida vezes sem conta…
Quanto aos clássicos, são mais difíceis de encontrar que o Harry Potter debaixo do seu Manto da Invisibilidade (desculpem-me a comparação). Porquê? Ai está a pergunta! Os editores preferem publicar as novidades, o que vem de fora, o que está nos Tops de vendas de todo o mundo. E quando se fala novas edições dos livros que percorreram gerações, dos livros que foram lidos no tempo dos nossos avós, e dos nossos pais depois deles… nada. E não são só os editores que têm de ser repreendidos, são também os leitores que têm medo de arriscar. Como é que é possível, alguém ter medo de que um clássico escrito por um velho qualquer, que já foi desta para melhor há muito tempo, se torne no seu livro favorito? Eu não tenho, e acho que ninguém deveria ter.

Os clássicos podem não ganhar a batalha dos ‘livros mais vendidos’, mas ganham a guerra, porque qualquer pessoa que leia um clássico, não o guarda só na estante, guarda-o no coração.

Boas leituras!